quinta-feira , 13 dezembro 2018
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Após foto do governador Marconi Perillo numa praia de Pernambuco circulou pelas redes sociais, O governador concede entrevista ao jornalista Datena pela rádio Bandeirantes

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Em meio a uma grave crise no sistema prisional, com três rebeliões em cinco dias, nove detentos mortos, 14 feridos e mais de 200 fugas, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), decidiu deixar o estado que governa e passar os últimos quatro dias fora, em viagem. As informações foram publicadas na Folha de S.Paulo e Jornal O Globo.

O governador Marconi Perillo concedeu nesta quarta-feira, dia 10, entrevista ao jornalista José Luiz Datena, no programa 90 Minutos, da Rádio Bandeirantes, em que discutiu a necessidade de mudanças no sistema prisional brasileiro, e na área de Segurança Pública. “Há um problema no Brasil hoje que se chama sistema prisional. E ele existe por uma série de razões. O grande desafio do Brasil hoje é solucionar os problemas do sistema prisional”, declarou, ao ser questionado sobre a rebelião que ocorreu no dia 1.º de janeiro no Semiaberto da Colônia Agrícola de Aparecida de Goiânia.

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Todo mundo tira férias e descansa. Eu passei o ano inteiro trabalhando demais, intensamente. Tirei três dias para descansar com a minha família. Quinta, na sexta e sábado. Mas a rebelião aconteceu na segunda-feira, e estava tudo sob controle. Temos um excelente secretário, um excelente diretor do sistema prisional, e hoje nós trabalhamos muito pela internet e por telefone. Teve um dia, por exemplo, na sexta-feira, que eu fui acordado às três horas da manhã pelo coronel chefe do presídio para me informar que havia tido uma tentativa de rebelião nova, e estava controlada. A rebelião primeira foi na segunda. Eu fiquei em Goiânia na segunda, terça e quarta, e saí na quinta-feira, domingo eu já estava trabalhando de novo, fiquei três dias e o tempo inteiro ligado no celular, na internet, conversando o tempo inteiro.

O vice-governador assumiu o comando por três dias. Além de eu estar atento o tempo inteiro. Agora, eu não sei como não passar pelo menos três dias, depois de um ano intenso de trabalho com a minha família. Passei o final de ano em Goiânia trabalhando. Passei o Natal trabalhando. Há muita hipocrisia sobre isso. Sei que você é um jornalista extremamente sério, mas há muita gente na imprensa que quer é jogar mais lenha na fogueira. A minha presença física não era necessária, porque o vice-governador estava no comando, eu estava monitorando o tempo inteiro pela internet, a situação estava rigorosamente sob controle. Nós temos um grupo, com secretário e comandante, muito atento. Então, de qualquer maneira tentaram explorar esse lado e nós conseguimos manter sob controle essa situação. Ela está sob controle. Agora, lamentavelmente, esse problema no sistema prisional acontece em todos os estados do Brasil e, se a gente não tiver uma coordenação nacional para enfrentar esse problema, nós vamos ter outras crises daqui pra frente.

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