segunda-feira , 18 junho 2018
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“Construindo Pontes” é o grande campeão do Fica 2018

Depois de cinco dias de mostras e exibições, o 20° Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica) entregou na manhã de domingo, 10/6, sexto e último dia dessa edição 2018, a premiação das Mostras Competitiva, ABD e Saneago. O documentário brasileiro “Construindo Pontes”, de Heloísa Passos, foi escolhido por unanimidade pelo júri de premiação como a melhor produção e levou o Grande Prêmio Cora Coralina da Mostra Competitiva. A seleção foi feita entre os 21 filmes exibidos, provenientes de 8 países. Além do troféu Cora Coralina, a produção recebe um prêmio no valor de 100 mil reais e também foi a vencedora do Troféu do Juri Jovem.

O Fica exibiu em sua 20° edição 101 filmes, sendo 47 goianos. O ex-ministro da Cultura, um dos idealizadores do Fica, João Batista Andrade, entregou o prêmio de melhor documentário e celebrou sua volta ao festival, afirmando a importância do Fica para o ressurgimento do cinema goiano. “Eu queria dizer, 20 anos depois, da minha alegria de estar aqui vendo que o festival continua forte, inovando e tratando uma questão tão importante para nós como a questão do meio ambiente e vendo a quantidade de jovens cineastas fazendo cinema e recriando o cinema goiano” , afirmou o idealizador que também coordenou a primeira edição do Festival.

O documentário vencedor fala das perdas afetivas com o afogamento das Sete Quedas para construção da Usina de Itaipu e, em paralelo, os conflitos de opinião da diretora com o pai conservador. O júri se comoveu com sua coragem em expor a relação conflituosa com o pai. “O filme propõe a reconciliação de uma família e talvez até de um país” foi um comentário do júri sobre a produção vencedora.

A paranaense Heloísa Passos agradeceu a premiação dedicando sua vitória a todas as cineastas e produtoras de cinema goianas. Ela celebrou a diversidade e a representatividade no cinema. “O ser humano é meio ambiente” disse a vencedora.

O Trófeu Carmo Bernardes de melhor longa-metragem ficou com o documentário italiano “Coros do Anoitecer”, dirigido por Nika Saravanja e Alessandro d`Emilia, que recebe um prêmio de R$ 50 mil. O filme italiano trabalha a temática inusitada da devastação sonora da floresta amazônica e retrata a empreitada do compositor eco-acústico David Monacchi para registrar o som de ecossistemas da Floresta Amazônica.

Com uma narrativa lúdica que usa de uma estética rica para discutir o problema do desmatamento, o brasileiro “Plantae”, de Guilherme Gehr, foi premiado na categoria de melhor curta ou média-metragem, levando o Prêmio Acary Passos e R$ 35 mil. Para o diretor produzir e premiar cinema ambiental é em si uma atitude de mudança. “Eu sinto que a gente já está fazendo a diferença e eu fico muito feliz por isso aqui” declarou em seu discurso.

O Prêmio João Bennio de Melhor filme goiano e a quantia de R$ 50 mil foram para o documentário “Diriti de bdé Buré”, de Silvana Beline. O filme narra a vida de uma ceramista de bonecas Karajá. Silvana Beline é estreante no cinema e disse que “só de ser selecionada m, já me senti premiada, estou emocionada” disse a diretora. A obra também, foi premiada na Mostra ABD Cine Goiás.

O troféu Troféu José Petrillo de Segundo Melhor Filme Goiano e o prêmio de R$ 35 mil foram para o curta-metragem “A Viagem de Ícaro”, de Kaco Olímpio e Larissa Fernandes, também premiado na 16ª Mostra ABD Cine Goiás. O filme explora o território fantástico através de um catador de materiais recicláveis que sonha em voar.

O curta-metragem português “Penúmbria” recebeu Menção Honrosa e foi escolhido pela imprensa para receber o Troféu Jesco Von Putkamer. A obra de Eduardo Britto conta a história da cidade fictícia que dá nome ao filme.

Em todas as sessões da Mostra Competitiva, o público recebeu cédulas para classificar os filmes assistidos. O filme que recebe melhores avaliações é premiado no Júri Popular e recebe uma premiação no valor de R$10 mil. Esse ano, a categoria entregou o Troféu Luiz Gonzaga Soares à animação argentina de Pablo Polledri “Corp.”. Com uma narrativa que explora efeitos sonoros, o diretor mostra como uma corporação cresce às custas da exploração ambiental e humana.

Mostra Saneago 
Em seu segundo ano no Fica, a Mostra entregou o Prêmio de R$30 mil reais ao filme israelense “Winding”, do diretor Avi Belkin. A obra incorpora uma pauta polêmica e extremamente atual: os conflitos entre Palestina e Israel.

 

 

Mostra ABD Cine Goiás 
A Mostra ABD Cine Goiás também premiou nesse domingo seus vencedores. Esse ano, a 16ª edição da mostra exibiu 20 filmes em três sessões. Os vencedores foram premiados com R$ 7.500,00 nas categorias de melhor atriz, ator, som, trilha sonora original, montagem/edição, direção de arte, direção de fotografia e roteiro. Nas categorias de melhor direção e de melhores filmes ( ficção, documental, experimental e animação), foram entregues troféus e prêmios de R$12 mil.

Um dos destaques da mostra foi o filme “A Piscina de Caíque” de Raphael Gustavo da Silva, que recebeu o prêmio Beto Leão de melhor filme de ficção. O filme foi premiado também com prêmio de melhor atriz, para Eliana Santos; melhor trilha sonora, para Thiago Camargo e melhor roteiro e para Raphael Gustavo da Silva.

O filme mostra o reflexo das ações formativas que o Fica vem promovendo em suas 20 edições. O roteirista e diretor conta que o roteiro foi trabalhado no Laboratório de roteiro ABD do Fica 2017.

O filme “A Viagem de Ícaro”, de Kako Olímpio e Larissa Fernandes, levou os prêmios de melhor ator, para Washington da Conceição – O Bazuka, e montagem/edição, para Luciano Evangelista.

Além do prêmio de melhor filme goiano na Mostra Competitiva, a produção “Diriti de Bdè Burè” também levou os prêmios da Mostra ABD de melhor som, para Sankirtana Dharma e Guile Martins; direção de fotografia, para Matheus Leandro.

O documentário “Kris Bronze”, de Larry Machado, também foi premiado em duas categorias: melhor filme documentário e melhor direção. Na trama, o celular é a ponte entre as duas realidades.

 

O prêmio de melhor direção de arte foi para Ursula Ramos, pelo o média-metragem “Hugo”, dirigido pelo vilaboense Lázaro Ribeiro. “Hugo” mostra os últimos dias de Hugo de Carvalho Ramos, goiano, nascido no distrito de Santana da Cidade de Goiás.

O prêmio Fifi Cunha de melhor filme de animação foi para filme “O Malabarista” de direção de Iuri Moreno. Na animação, a narrativa mostra o trânsito caótico da cidade e a rotina da malabarista que segue seu dia colorindo a cidade.

Esse ano a, Mostra ABD teve como um de seus vetores o cinema experimental e entregou o Prêmio Martins Muniz de melhor filme experimental para o filme “Sete Peles”, de direção de Ana Simiema. A produção foi feita no estúdio da diretora, em sua casa, e foi lançado no último dia da mostra.

Confira as Listas de premiados das Mostras Competitiva e ABD Cine Goiás:

MOSTRA COMPETITIVA 2018
Grande Prêmio Cora Coralina – Construindo Pontes, de Heloísa Passos

Troféu Carmo Bernardes – Melhor Longa-Metragem – “Coros do Anoitecer” de Nika Saravanja e Alessandro d`Emilia.

Troféu Acari Passos – Melhor Curta ou Média Metragem – Plantae, de Guilherme Gehr.

Troféu João Bennio – Melhor Filme Goiano – Diriti de Bdé Buré, de Silvana Beline.

Troféu – Segundo Melhor Filme Goiano – “A viagem de Ícaro” de Kaco Olimpio e Larissa Fernandes.

Menção Honrosa – Penúmbria, de Eduardo Brito.

Prêmio do Júri Jovem – Construindo Pontes, de Heloísa Passos.

Troféu Jesco Von Putkammer – Filme Escolhido Pela Imprensa – Penúmbria, de Eduardo Britto.

Troféu Luiz Gonzaga Soares – Júri Popular – Corp., de Pablo Polledri.

 

MOSTRA SANEAGO

“Winding”, do Diretor Avi Belkin.

MOSTRA ABD
Prêmio de melhor atriz para: Eliana Santos pelo filme: A Piscina de Caique.

Prêmio de melhor ator para: Washington da Conceição – O Bazuka pelo filme: A Viagem de Icaro.

Prêmio de melhor som para: Sankirtana Dharma e Guile Martins pelo filme: Diriti de Bdè Burè.

Prêmio de melhor trilha sonora original para: Thiago Camargo pelo filme: A Piscina de Caique.

Prêmio de melhor montagem/edição para: Luciano Evangelista pelo filme: A Viagem de Icaro.

Prêmio de melhor direção de arte para:Ursula Ramos pelo filme: Hugo.

Prêmio de melhor direção de fotografia para:  Matheus Leandro filme: Diriti de Bdè Burè.

Prêmio de melhor roteiro para: Raphael Gustavo da Silva pelo filme: A Piscina de Caique.

Prêmio de melhor direção para: Larry Machado pelo filme: Kris Bronze.

Prêmio Martins Muniz de melhor filme experimental para: “Sete Peles” direção: Ana Simiema.

Prêmio Fifi Cunha de melhor filme de animação para: O Malabarista direção: Iuri Moreno.

Prêmio Eduardo Benfica para o melhor filme documentário para: “Kris Bronze” direção: Larry Machado consistindo.

Prêmio Beto Leão para o melhor filme de ficção para: “A Piscina de Caique” direção: Raphael Gustavo da Silva.

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