quarta-feira , 14 novembro 2018
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Em fase de implantação, Biblioteca do CCON já tem 18 mil livros processados

Uma equipe de três bibliotecários e 10 estagiários trabalha atualmente no processamento técnico dos livros que fazem parte do acervo da Biblioteca Jornalista Isanulfo de Abreu Cordeiro, no Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON). O processamento técnico engloba catalogação, classificação, indexação, carimbagem, etiquetagem e organização dos títulos. O grupo já processou 18 mil obras – ou seja, quase todo o volume entregue até agora do total de 60 mil livros adquiridos por meio de licitação.Enquanto aguarda o término da adequação física do espaço original (leia mais abaixo), a equipe da Biblioteca ocupa uma sala no subsolo do CCON, onde dá andamento ao processamento técnico dos livros e a outras demandas internas: revisão de catalogação; elaboração de manual de serviços, política de acervo, regimento interno, organograma, identidade visual e solução de acessibilidade; capacitação da equipe de trabalho; captação de parceiros institucionais; e definição do calendário de atividades culturais.

A Biblioteca do CCON vai ocupar dois pavimentos do prédio retangular do Centro Cultural, com espaços dedicados aos públicos infantil, juvenil e adulto. O projeto é inspirado nas melhores iniciativas do gênero na América Latina e pretende oferecer um serviço de excelência ao público goiano.

O primeiro pavimento abriga o acervo de 60 mil livros e ainda: palco para pequenas peças de teatro e contação de histórias, cineminha, seção de quadrinhos e periódicos, áreas de estar, mesas de estudo e terminais de autoatendimento. A seção infantil tem decoração lúdica, mesas, cadeiras e estantes adaptadas para crianças e adolescentes. Já o segundo pavimento é dedicado à Biblioteca Virtual, com seus tablets, computadores e TVs de última geração.

O Centro Cultural Oscar Niemeyer passa atualmente por uma grande reforma. O trabalho está sob a coordenação da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop). Segundo a Agência, o CCON, incluindo o espaço da Biblioteca no primeiro e segundo andares do prédio retangular, deve ser entregue à população até a segunda quinzena de dezembro.

Esclarecimentos
O jornal O Popular publicou hoje (8/11/2018) uma reportagem sobre a Biblioteca do CCON. Embora tenha sido retificado na internet, o texto da edição impressa contém alguns equívocos. Sobre eles, esclarecemos que:

1) Orçamento é diferente de gasto
A Biblioteca do Centro Cultural Oscar Niemeyer tem um orçamento de R$ 5 milhões para sua implantação. Este valor foi definido por um decreto estadual de 2016. Apesar da previsão orçamentária, até o momento o governo estadual desembolsou cerca de R$ 200 mil para o pagamento de produtos e serviços adquiridos por meio de licitações. Outros R$ 3,8 milhões, já licitados, ainda não foram pagos efetivamente. Estão em fase de tramitação interna. Por fim, fechando o orçamento de R$ 5 milhões, resta R$ 1 milhão em licitações a fazer.

2) O orçamento de implantação da Biblioteca não tem relação com o orçamento da reforma do CCON
O CCON passa atualmente por uma ampla reforma, sob a coordenação da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop). Diferente do que informa o jornal, os R$ 200 mil já gastos na Biblioteca não têm ligação com a obra. O orçamento de implantação da Biblioteca (R$ 5 milhões) é um. O orçamento da reforma de todo o complexo do CCON (a cargo da Agetop) é outro.

3) A Biblioteca já tem livros
O título da capa do jornal – “Biblioteca sem livro já custou R$ 200 mil” – não corresponde à realidade que o repórter fotográfico do Popular registrou em visita ao CCON na última terça-feira (6/11). A Biblioteca já recebeu 18 mil volumes dos 60 mil previstos para seu acervo. Os livros já entregues estão sendo processados em uma sala no subsolo do CCON, enquanto a reforma do espaço da Biblioteca é concluída pela Agetop. Assim que a reforma for concluída, as estantes e os livros serão transferidos para o espaço original da Biblioteca. O repórter fotográfico registrou as estantes com livros no subsolo, mas o jornal preferiu não usar a imagem. Optou por uma foto antiga de estantes vazias.

4) Parte do mobiliário da Biblioteca foi utilizado ao longo dos anos
Recentemente, a Seduce abriu licitação para reforma e restauro de mobiliário da Biblioteca. Diferente do que o jornal deduz, no entanto, parte deste mobiliário serviu ao longo do tempo à própria administração do Centro Cultural Oscar Niemeyer e às equipes da Superintendência Executiva de Cultura, do Fundo Estadual de Cultura e da Lei Goyazes – departamentos da Seduce que ocuparam o terceiro andar do CCON até alguns meses atrás. Outra parte do mobiliário ficou guardada à espera da Biblioteca e, infelizmente, também sofreu desgaste pelo tempo. Daí a necessidade de ser restaurado. O conjunto de móveis é composto por centenas de mesas, estantes, armários, gaveteiros e poltronas – algumas delas assinadas por profissionais renomados como Oscar Niemeyer e Lina Bo Bardi, o que encarece o serviço.

5) Não houve reformulação recente do projeto da Biblioteca
Em setembro de 2014, O Popular publicou uma reportagem sobre o projeto da Biblioteca elaborado em parceria com professores da Universidade Federal de Goiás (UFG). O projeto permanece o mesmo. Não houve reformulação recente.

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