sábado , 15 dezembro 2018
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Lutando contra o ostracismo, Campeonato Goiano Feminino começa neste domingo (14)

O Campeonato Goiano Adulto de Futebol Feminino, única competição no calendário estadual para as mulheres, terá início neste domingo (14), às 8h, na Universo, com o duelo entre o Clube Jaó, atual campeão, e a Campineira.

Mais uma vez, o torneio terá apenas três equipes, com o tradicional Aliança completando o trio. O número é, inclusive, abaixo do normalmente aceito pela Federação Goiana de Futebol (FGF), de quatro clubes participantes. A entidade, porém, abriu exceções em 2017 e 2018 para que o campeonato não deixasse de ser disputado, como aconteceu em 2016.

A luta contra a falta de estrutura segue como uma das principais bandeiras das atletas. A técnica do Campineira, por exemplo, faz duras críticas ao cenário do futebol feminino em Goiás. Segundo Cristiane Monteiro, há falta de interesse tanto da Federação quanto da imprensa.

– Não há divulgação da imprensa e da Federação Goiana (de Futebol). Sem divulgação, o futebol feminino nunca vai crescer. A FGF não dá a estrutura que a gente precisa para disputar o Campeonato Goiano. É uma competição apagada. Este ano piorou em relação ao ano passado – critica a treinadora.

Luiz César, técnico do Aliança, tem visão semelhante à de Cristiane. O comandante aurinegro, porém, exime a FGF e prefere responsabilizar os grandes clubes e algumas atletas que, segundo ele, não têm ambição de atuar em alto nível.

– Quando os dirigentes não querem, é difícil. Há atletas também que não querem jogar em alto nível. Elas se satisfazem atuando por lazer. O Aliança pensa em alto rendimento e isso complica nossa situação. Goiás tem muitos times, muitos dirigentes, mas fica difícil disputar com essa mentalidade. A FGF é muito acessível com valores e gosta do futebol feminino. Só pode haver mudanças quando dirigentes e atletas quiserem – pondera.

Até mesmo para o atual campeão há problemas, principalmente com calendário. O Clube Jaó, que disputou a seletiva para o Brasileiro A-2 neste ano, mescla o futebol com o futsal, mantendo as jogadores atuando bem mais que a média. Nem mesmo esta medida, contudo, é suficiente para que o nível evolua, de acordo com o técnico Robson Freitas. ” As equipes não têm outros campeonatos e, portanto, estão sem ritmo de jogo. É complicado haver uma evolução”, lamentou.

O cenário de desalento faz com que muitas atletas e até mesmo a treinadora Cristiane Monteiro cogitem desistir da competição. “Eu tentarei mais uma vez neste ano. Se não houver mais visibilidade e patrocínio maior, terei que desistir. A cada ano a arbitragem é mais cara e as coisas se tornam mais difíceis”, desabafou.

Preparação

Apesar dos problemas, o amor pelo futebol deixa as atletas e comissões técnicas animadas com o início do Estadual. Como em outros anos, Jaó e Aliança devem protagonizar a luta pelo título. Com poucas modificações nos elencos, alviazuis e aurinegros largam à frente da Campineira, que modificou quase todo o plantel.

Atual campeão, o Jaó começou a se preparar há dois meses. O time tem os reforços da meia-atacante Daiane Carioca e da zagueira Maria, que vieram para disputar a seletiva para o Brasileiro A-2 e permanecem para o Estadual. Além disso, segundo a comissão técnica, uma jogadora oriunda do Tocantins deve chegar até a próxima semana. “A expectativa é fazer mais uma boa competição e levar o bicampeonato”, destacou Robson Freitas.

Atletas do Jaó comemoram título de 2017. (Foto: Rafael Tomazeti/Esporte Goiano)

No Aliança, o técnico Luiz César terá o mesmo elenco de 2017 à disposição. O clube, que só estreia no dia 21, ainda busca um ou dois reforços, mas sem muitas promessas. “Não temos recursos financeiros para buscar outras alternativas”, afirmou o comandante. O clube aurinegro mantém uma rotina de treinos desde o início do ano e acredita que isso pode ser um trunfo contra as adversárias. “Quando entramos na competição, queremos ser campeões. Respeitamos muito o Jaó e a Campineira, mas lutaremos para recuperar o título”, disse Luiz César.

Se Jaó e Aliança pouco ou nada mudaram, a Campineira vem muito modificada. Do time que disputou o Goiano Feminino em 2017, apenas quatro atletas permaneceram. A comissão técnica foi ao Tocantins e ao interior do estado buscar reforços. O elenco ainda não está fechado, mas a treinadora acredita em uma temporada melhor. “Será um grupo mais novo e mais preparado. É um plantel legal. Vamos dar um trabalho maior. Não estamos sonhando em ser campeãs, mas garanto que vamos dar mais trabalho”, comentou Cristiane Monteiro.

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